16 junho 2018

Eu sei

A luz branca do laptop machuca meus olhos e a janela ampla me convida para observar as árvores balançadas pelo vento, mas eu insisto em escrever, tem algo em mim que precisa sair. Quero falar sobre comparações. Eu faço isso de me comparar com as outras pessoas e é uma das coisas que me faz muito infeliz. Mas, é inevitável e eu não percebo quando começo a fazer e quando dou por mim, não dá mais pra salvar minha auto-estima. Eu vejo as pessoas vivendo as suas vidas e sendo aparentemente bem-sucedidas em ser normais e sinto vontade de ser também, ou melhor, eu sinto vontade de viver o que eu acho que é a normalidade, o que provavelmente é uma visão distorcida e romantizada. E, no fundo eu não quero fazer o esforço necessário pra chegar nesse desejado ponto, porque acho que parte de mim já sabe que não é pra lá que eu devo ir. Essa resistência talvez seja algo muito forte me impedindo de ser levada pela correnteza, uma sabedoria que eu não consigo acessar nesse momento, mas que existe e zela por mim, pacientemente aguardando o momento em que eu for capaz de acordar e ver o quebra-cabeça de uma perspectiva mais ampla. Eu não sou capaz ainda e sofro pensando no que está errado em mim. Não são raros os momentos em que eu sinto que não saio do lugar ou que tudo é em vão. Pensando friamente, essas convulsões do meu ego provavelmente são parte dessa experiência. Eu identifico algo em mim que é uma firme confiança, principalmente em mim mesma. Eu sinto que nunca vou desistir, só não sei ainda de que, mas eu faço uma ideia. É de ser eu mesma e de viver o que eu preciso.

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