O primeiro e maior motivo certamente é que eu tenho uma condição que se chama cinetose, ou seja, eu passo MUITO mal ao ficar mais de 15 minutos dentro de um veículo em movimento. Dependendo do motorista, eu começo a ficar enjoada logo nos primeiros metros. Acho que eu ficaria rica se ganhasse 5 centavos a cada pessoa que me diz que isso é psicológico ou que é só questão de costume. Mas, pra mim, trata-se de uma tortura ficar horas dentro de um ônibus, carro ou avião e os remédios que vendem aqui no Brasil não costumam me ajudar muito.
Ainda assim, suponhamos que eu queira muito conhecer algum lugar e aceite enfrentar as horas de tortura e a expectativa de muito vômito. E, finalmente chego no destino. Aí eu me vejo num lugar diferente, com cheiros diferentes, com comidas diferentes, com pessoas diferentes, com energia diferente do que estou acostumada. Isso tirando o risco de me perder se sair sozinha, pois eu tenho dificuldade em gravar caminhos. Claro que é gostoso, eu sou muito curiosa e adoro descobrir coisas novas, mas eu demoro mais tempo que o normal pra me adaptar e fico muito cansada nos primeiros dias. Além disso, sempre aparece alguém querendo ir pra outro lugar próximo, visitar tal praia, ir no shopping. Isso significa mais horas passando mal dentro de um veículo, menos tempo pra respirar e me adaptar ao ambiente. E é isso, uma eterna tortura e cansaço com alguma paisagem bonita nos intervalos. Juro que nunca fiz uma viagem que fosse diferente desse padrão. E, já que é assim, ficar em paz na minha casa e ainda economizar uma grana pra mim é muito melhor.
Porém, voltando ao assunto do primeiro parágrafo, viajar é supervalorizado e eu me sinto meio tristinha por não ter estórias legais e fotos divertidas sobre viagens como todo mundo. E eu realmente gosto muito de conhecer coisas novas. Gostaria muito arranjar um meio de poder viajar de forma mais "suave", respeitando meus limites. O difícil é arranjar alguém pra fazer isso comigo se nem a minha família me entende. Sei que parece bobagem, mas uma coisa que me traz esperança é o avanço da tecnologia de carros sem motorista, já que dirigir sozinha em estradas parece estar ainda mais distante da minha realidade. Esperemos.
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